sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Conversa com o quadrinista Laerte – 16 de fevereiro de 2009.


Nesse dia conversamos com o quadrinista e ilustrador Laerte. Ele problematizou o seu trabalho e falou sobre o contexto de produção de quadrinhos no Brasil.

Visita ao ateliê de música da Sonia Silva – 09 de fevereiro de 2009.


Nesse dia fomos visitar o ateliê de música da Sonia Silva. Realizamos experimentações com os sons e conversamos sobre o ensino da música no século XX.

Conversa com o filósofo Peter Par Perbault - 09 de fevereiro de 2009


O filósofo Peter Par Perbault foi convidado para conversar sobre os paradigmas da segunda metade do século XX.

Conserva sobre a história da música Erudita no século XX - 02 de fevereiro de 2009


O educador Matheus Leston foi convidado para conservar sobre a história da música erudita no século XX, através das suas rupturas e continuidades.

Ateliê de Xilogragura - 26 de janeiro de 2009.


A artista plástica e educadora Mariana Francoio foi convidada para dar um ateliê de xilogravura nessa manha.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ateliê de Técnicas de Reprodução de Imagens


Trabalhos expostos no final do ateliê. Momento de reflexão sobre a prática.


Ateliê de técnicas de reprodução da imagem com a Mariana Galender.
1- "Isogravura"
2- Stencil
3- Monotipia
4- Carimbos

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Corpo, experiência e consciência

Registrar a atividade me causou um certo desconforto, alterou minha consciência em relação com a experiência do dia. Registrei o que percebi, cada corpo teve uma consciência diferente nessa experiência, pode ser que algumas delas se coincidem e outras sejam acrescentadas, minha intenção não é teorizar, criticar ou reclamar da experiência. O grupo Dança Possível esteve presente e trouxe para a sala algumas dinâmicas com jogos, interação, contato improvisação e dança contemporânea, atingindo o corpo e sua conscientização mostrando o quanto podemos explorá-la, expandi-la e até mesmo aprofundá-la.
Resolvi dividir a experiência em 3 tipos de consciência* mantendo na integra alguns dos textos retirado do livro de John Stevens, por considerá-los bem explicativos e simples e trazendo alguns exemplos a partir da última atividade, considerando essa experiência apenas no momento em que as percebia:
1-“Consciência do mundo exterior: contato sensorial presente com objetos e acontecimentos”. A sala cheia de quadros coloridos sobre as paredes brancas, os colchonetes vermelhos espalhados em círculo sobre o chão frio na sala também fria, o bolo de chocolate no intervalo, sentir o suco de abacaxi sem açúcar, a textura do pão de forma com queijo entre meus dentes. A procura pelos ossos do companheiro, os dedos apertando a musculatura, os joelhos dobrados sobre o colchonete, o esbarrar nos corpos ao caminhar rápido do centro a periferia da sala. A luz do teto nos olhos fechados, os comentários, as risadas descontraídas e a música ao ecoar e entrar na cabeça.
2-‘Consciência do mundo interior: contato sensorial presente com eventos interiores. O que sinto agora dentro da minha pele, cócegas, tensões musculares e movimentos, manifestações físicas de sentimentos e emoções, desconforto, bem-estar etc.” Não consegui concentrar no início da atividade, não encontrava uma postura confortável, ao deitar pela primeira vez no colchonete senti uma dor nas costas, uma dor no joelho ao esticar a perna que ao dobrá-lo sentia um alívio e conseguia relaxar. Após uma atividade ao me levantar da posição sentia meus pés formigarem, ao dançar senti uma sensação prazerosa com o ritmo e o movimento em meu corpo. No final do dia senti uma leve dor de cabeça.

Esses dois primeiros tipos abrangem o que posso saber sobre a realidade presente da forma que a experiencio. “O terceiro tipo de consciência é diferente, minha consciência de imagens, de coisas e fatos que não existem na realidade”.

3-‘Consciência da atividade da fantasia: isto inclui toda a atividade mental, além da consciência presente da experiência em andamento. Todo o explicar, imaginar, interpretar, adivinhar, pensar, comparar, planejar, recordar o passado, antecipar o futuro etc.” É neste tipo de consciência ao qual no momento o registro se apresenta, pois me antecipo dos fatos busco explicações para o que estou fazendo, busco no passado a experiência, o que devo colocar no papel, e o que acharão do que eu escrever? Tudo não passa de irrealidade. “A percepção de que tudo existe no agora se torna difícil de aceitar. A idéia do passado é, às vezes, útil, mas é uma idéia, uma fantasia que mantenho agora”, considerando esse registro que retorna a segunda passada, é uma idéia do que foi, sendo uma idéia é também uma fantasia. “Assim como a idéia do futuro é também irreal”. Como as vezes podemos imaginar que ao fazer esse curso eu terei obtido muitos conhecimentos, terei aprendido muito e aplicarei tudo no CCJ e na minha profissão, esses são apenas palpites.
Termino o texto com um trecho de um outro autor:
“O prazer é a origem de todos os bons pensamentos e sentimentos. Quem não tem prazer corporal se torna rancoroso, frustrado e cheio de ódio. Seu pensamento torna-se distorcido e seu potencial criativo se perde. Ele desenvolve atitudes autodestrutivas.
O prazer é a força criativa da vida. A única força capaz de se opor à destrutividade em potencial do poder”. Lowen A.

Textos retirados dos livros:
Tornar-se presente , experimentos de crescimento em gestalt-terapia Stevens John
Prazer , uma abordagem criativa da vida Lowen Alexander


Bruno Perê, 18 de janeiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

observare.


Observar:olhar ou examinar com atenção e minúcia;espreitar;espiar;atentar;reparar;
cumprir rigorosamente;obedecer a;guardar;ponderar;respeitar;praticar;
objectar, fazer notar;replicar;advertir;censurar;admoestar.


O simples fato de ser observada é uma questão bem interessante de ser interpretada, a impressão...

a ilusão de criar um novo personagem para nossa existencia,

reparar no andar, no movimentar ao ambiente, questões vem....

Fato de observar e ser observada,

Reparar,

Não gosto de apresentar mas, goste de me apresentar,

ter convicção na fala, socrates dizia

conheça a ti mesmo.



Regina A.K.a Ziza.

um lugar, um texto!

O Produto Passa Pela catraca,

Humana?

Um Produto, uma senha

Outro Produto, uma senha

Produtos animados! Uma senha

Passa o Produto Pelo Passo Passado.

Passeio e Passo.

Passo longe

Passo, Passo, Passo... minha senha

Também Passo!

Passo, Posso, Peço

Pelejo e Passo



Judson

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

12 de Janeiro de 2009



Encontro com o coletivo Dansapocivel - Pesquisa sobre a dança contemporânea, investigação sobre os movimentos do corpo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Visita ao ateliê do artista plástico - Rubens do Espírito Santo



No dia 24 de novembro de 2008 tivemos um encontro com o artista em seu ateliê, no centro de São Paulo. A conversa girou em torno das relações entre arte e cidade.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Oi Amanda,

escrevo-lhe porque compartilho das mesmas questões que você apontou abaixo.
Teremos muito tempo para nos conhecermos melhor e espero dialogar sobre estas questões levantadas.
As duas palavras que você citou são conceitos amplos e constituintes de cada um de nós, adoraria poder te ouvir e trocar idéias.
Tenho a linguagem como uma matéria viva, dedico minha vida em estudá-la para tentar me aproximar um pouco mais das palavras, da fala e da escuta, e muitas vezes me surpreendo como quão imprecisas e imprevisíveis elas podem ser.
Comprometo-me em cada vez mais buscar a clareza e tenho certeza de que todos nós buscamos esta ampliação da visão de mundo.
Até segunda,
Angela

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Dois pontos (ou três) ...

A princípio achei fácil a tarefa de registrar o encontro, depois tive dúvidas sobre o que escrever.
Sendo este um caderno (ou blog) coletivo, devo eu apenas transcrever o que se passa durante o encontro, para que todos se lembrem? Ou a real função deste registro, que a cada encontro é feito por um participante diferente, também é guardar minhas impressões e opiniões pessoais?
Na falta de um “guia de utilização”, ou algo que o valha, fico com a segunda opção!
Sendo assim resolvi contar esta história em duas partes.


  • Ponto um:

Depois de enfrentar muita chuva conseguimos tomar o ônibus com destino ao Atelier Central, onde trabalha o artista plástico Rubens Espírito Santo.
Ao entrar observei a dimensão do lugar, com muitos livros, de diversos assuntos, bem organizados em prateleiras e arquivos além de muitas obras prontas e, aparentemente, em fase de produção.
Acomodamos-nos no chão, e ao contrário do clima de festa de dentro do ônibus, neste momento todos estão um pouco apreensivos e quietos, aguardando que o artista exponha suas opiniões.
A proposta que nos foi feita para esta visita era de conhecer um artista que trabalha a questão da arquitetura da cidade em suas obras, tema este que teria muito a ver com os temas dos encontros anteriores.
Como ligação entre o que tratamos até aqui, Ângela propõe que Rubens responda algumas questões formuladas por nós para o trabalho da semana passada, a única respondida foi
“Quem é seu vizinho?”.
Rubens cita como seus vizinhos diversos artistas que o influenciam como o arquiteto norte americano Louis Kahn, o artista plástico alemão Joseph Beuys e o sergipano Arthur Bispo do Rosário.
Após mostrar suas referências e contar um pouco de sua história, a primeira proposta de responder a perguntas pré-selecionadas foi abandonada, Espírito Santo abre espaço para uma discussão que se tornaria polêmica.
O artista diz acreditar que é importante criar uma marca, uma identidade única. Isso foi o que possibilitou a ele se tornar um gênio no que faz. Este foi o seu caminho para “escapar de ser nada”.
O ego elevado do interlocutor causou incomodo nos ouvintes. Logo surgiram perguntas como: “Para que serve a genialidade?”, e o debate, que se seguiu para além da visita e foi lembrado ao longo da semana, ficou mais tempo na função do artista do que na obra de Espírito Santo.
Algumas questões levantadas pelo artista merecem registro e reflexão:



“É possível ter uma cultura que nos é negada”


“O autoconhecimento é o caminho para sermos alguma coisa no mundo em que vivemos”

“Se você não tem uma moeda de troca você não é nada”


“Nossa maior deficiência é a desorganização”


  • Ponto dois:
O segundo ponto que acredito merecer registro é um assunto recorrente nos encontros, apesar de não estar muito bem esclarecido. Falo do real objetivo de nossa formação.
Nesta mesma visita, durante a apresentação do CCJ, nossa educadora, Ângela, disse que o curso serviria para a formação da postura e da linguagem dos monitores.
Caso este o fosse o único objetivo dos nossos encontros, o que não acredito ser verdade, a visita ao atelier já perderia todo o sentido.
O que realmente me preocupa nestas palavras é: elas demonstram que nossa conduta, nossa linguagem e nossa formação, tanto profissional quanto na experiência de vida, vem sendo ignoradas, ou pior, condenadas.
Esta preocupação insistente na formação de uma postura torna o que poderia ser um tempo de aprimoramento do olhar crítico para o mundo, ou de aprendizagens técnicas importantes, como seria o caso do sugerido curso de libras, num tempo restrito a preocupações cabíveis a uma aula de etiqueta.
Acredito que todos os participantes deste programa buscam formação como produtores de cultura, facilitadores de seu acontecimento, não apenas reprodutores. Meros repetidores de costumes.
Quero crer que, como os primeiros a testar a experiência da formação, nossos anseios sejam atendidos, espero que os debates em torno do cronograma e dos módulos da formação, que ocorreram nos primeiros encontros, não sejam desprezados.
Espero também que com o tempo e a convivência ambos, instituto e monitores, aprendam na troca de suas experiências, não pela imposição de regras, o que já se provou ser inútil à formação de qualquer indivíduo.
Não que as regras não tenham sua função, mas por que elas só funcionam quando tem real sentido de existir.

Amanda Prado